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O gigante das águas: com boom portuário, Pará exige blindagem jurídica e técnica em grandes riscos logísticos

Os recordes nos terminais do Arco Norte ampliam a exposição de cascos, operadores portuários e responsabilidade civil. Anderson Costa aponta os erros mais comuns na contratação.

Anderson CostaAnderson Costa · Diretor Técnico
05 ago 20263 min de leitura
“Seguro não se compra; seguro se contrata.”Anderson Costa, Diretor Técnico da JGS

Recordes nos terminais do Arco Norte colocam em evidência a complexidade de operações que envolvem cascos marítimos, operadores portuários e responsabilidade civil; especialista aponta os erros mais comuns na contratação de apólices.

Foto: Divulgação

O ritmo acelerado da economia paraense, impulsionado pelo recorde histórico de movimentação nos portos — com destaque para o complexo de Vila do Conde (Barcarena) e Santarém —, coloca a Amazônia no centro das rotas do comércio exterior global. No entanto, o gigantismo dessas operações logísticas traz consigo uma equação complexa: quanto maior o fluxo de riquezas, maiores são os riscos financeiros, operacionais e ambientais envolvidos.

Nesse cenário, a tradicional cultura de “fazer o seguro por obrigação” dá lugar a uma necessidade técnica rigorosa. É o que aponta Anderson Costa, diretor técnico da JGS e advogado especialista em Direito do Seguro e Contratos, com mais de 23 anos de sólida vivência no mercado segurador. Segundo o executivo, o crescimento expressivo dos terminais de uso privado e da cabotagem exige uma engenharia de riscos sofisticada para blindar empresas contra prejuízos milionários.

“A cultura de gestão de riscos continua sendo o ‘calcanhar de Aquiles’ de muitas empresas. Contudo, nota-se que este tema vem ganhando atenção especial no ambiente corporativo local, inclusive com algumas empresas já dispondo de equipe dedicada à gestão de riscos, impulsionada, sobretudo, pela relevante contribuição do mercado segurador, que estabeleceu a gestão de riscos como pré-requisito para a concessão de coberturas. As operações logísticas, sobretudo as de navegação, operações portuárias e transporte de cargas, são altamente complexas e possuem elevada exposição a riscos vultosos. Logo, a contratação de seguros consolida-se como um elemento indispensável para mitigar perdas, assegurar a estabilidade financeira e garantir a continuidade dos negócios”, destaca Anderson Costa.

A anatomia dos grandes riscos na Amazônia

Com atuação destacada em ramos complexos como Seguro de Cascos Marítimos, P&I (Proteção e Indenização), Riscos Ambientais e Responsabilidade Civil para Operadores Portuários, o especialista chama a atenção para os gargalos técnicos que muitas vezes passam despercebidos pelos empresários e gestores de logísticas locais.

Para ele, a auditoria de apólices e a análise técnica de contratos de seguros são etapas vitais que poucas companhias realizam com o devido rigor antes de assinar uma contratação.

“Primeiramente, é fundamental destacar que seguro não se compra; seguro se contrata. Um dos principais equívocos cometidos por muitas empresas é tratar a contratação de um seguro como a simples aquisição de um bem ou serviço. Outro grande equívoco é acreditar que todo seguro é igual. Como o seguro constitui um contrato respaldado por um ecossistema jurídico próprio, torna-se indispensável a consultoria técnica de um corretor especializado que também conheça as especificidades logísticas da região amazônica. Este profissional deverá avaliar os riscos e apresentar as soluções de cobertura mais adequadas, de maneira estritamente personalizada”, explica.

Desafios e proteção corporativa em tempos de expansão

Com o avanço do agronegócio, da indústria mineral e do setor de infraestrutura na Região Norte, a demanda por Seguro Compreensivo para Operadores Portuários e Riscos de Engenharia e Property (Empresarial) disparou. A complexidade geográfica da Amazônia — que une intempéries severas, longas distâncias fluviais e exigências regulatórias internacionais rigorosas — exige profissionais habilitados para atuar em todas as frentes.

Para os empresários que operam na região, a orientação do especialista é clara: a gestão de riscos deve ser tratada como pilar estratégico de governança, e não como mera despesa burocrática.

“Acredito que o crescimento econômico do Pará ocorrerá de forma segura a partir do momento em que as empresas passarem a tratar a gestão de riscos e a consultoria securitária especializada como pilares estratégicos de seus negócios. Investidores e seguradoras globais enxergam as operações na Amazônia como de elevado risco ambiental, reputacional e logístico. No entanto, o mercado está pronto para respaldar as operações da cadeia logística na região, priorizando as companhias que demonstrarem governança sólida, conformidade socioambiental e alta capacidade de mitigação de sinistros”, conclui Anderson Costa.

Este é um resumo preparado pela JGS. Leia a matéria completa no Cenário News pelo link abaixo.

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